quinta-feira, 31 de julho de 2008

- foto : PROJETO CIDADE SEM FACE - IGOR SPEROTTO

CONSEQUÊNCIAS DA CIDADE MODERNA

- A cidade moderna molesta o homem, impondo as circulações, determinando uma mistura congestionada dos locais de trabalho e moradia, cinturões sucessivos e sufocantes, a busca ou a perda total da espiritualidade.

- O homem vive artificialmente, perigosamente, o dia e a noite já não tem carinho com ele.

- O ponto de vista material não se opõe ao ponto de vista espiritual: um é matéria-prima, e o outro é mestre-de-obra. Matéria-prima com toda a sua inércia; a técnica é antes de mais nada, a soma das invenções inocentes, espontâneas, ingénuas e sem vínculos nascidas do acaso ou dos laboratórios.

- A realidade para quem busca vê-la de todos os pontos de vista e no entanto positiva, pois a mudança é possível.

- A inércia está em achar que o definitivo na cidade moderna existe.

- A cidade moderna e multi facial, por isso des-face-lada.

(anotações e pensamentos feitos a partir da leitura do livro URBANISMO - LE CORBUSIER)



SIMDROME DO IMOBILISMO


Imobilismo, este é por consequência da monocultura dos pensamentos dos homens contemporâneos a linguagem em que estamos inseridos. Esta linguagem é o "ismo" definitivo, estamos em um caminho circular, a inercia da força centrifuga, de ter sempre pensamentos novos mas por fragilidade da capacidade de se dissociar do comum os pensamentos se tornam sempre iguais.
O imobilismo deixou de ser um estado de espírito e se tornou um estilo de vida, é uma atitude contra o progresso e de apego a coisas antigas, resultado talvez da consequência de que tudo tornou-se mercadoria até mesmo as pessoas. O produto gerado dessa linguagem que de tão contemporânea tornou-se uma linguagem futurista é o menor abandonado, a favela, a criminalidade, o pobre de espírito, esses são produtos, resultados e somatorias de atitudes e de desejos, a impotência de um estado de cuidar de seu povo, a impotência de uma mãe que queira cuidar de seu filho, a impotência por serem bloqueados por uma serie de barreiras que de tão intransponíveis tornam os pensamentos e os desejos sempre iguais.
Nossa sociedade foi colocada dentro de uma caixa fechada, e estamos agora em um estado de estupor, ou seja, um estado mórbido de entorpecimento dos sentidos e da inteligência, acompanhado de imobilidade.
Chega de utopias, as utopias tornaram-se o presente. As utopias não são as soluções para nenhum problema, elas que de tão utilizadas tornaram-se um problema.
As mudanças somente são alcançadas com o querer, com o fazer, com o pensar, com o mudar.